Friday, September 15, 2006

Casamento com uma judia


Um miúdo saía com uma rapariga judia e queriacasar-se com ela, e para isso precisava da autorização do pai.
Ao chegar a casa dela o pai explicou-lhe - "Nós somos judeus e temos uma forma peculiarde fazer as coisas. Se quiseres casar com a minha filhatens que passar uma prova. Toma esta maçã e volta amanhã."
O tipo saiu alucinado de casa. No dia seguinte voltou.
- "Muito bem ,disse o pai, que fizeste com a maçã?"
- "Comi-a. Tinha fome."
O pai replicou: - "Vês! muito mal. Nós judeus descascamos a maçã e com a casca fazemos um delicioso licor. Partimos em duas e damos metade aos pobres e a outra repartimos com a nossa família. Metade das sementes vendemos no mercado e a outra metade, quando tivermos mais, plantamos. Já viste como somos? Bom, vou-te dar outra oportunidade. Toma este chouriço e volta amanhã."
O tipo saiu um pouco lixado e voltou no diaseguinte.
- "Então, que fizeste com o chouriço?"
- "Com o fio fiz uns cordões para os meus sapatos, com o chumbinho fiz um pendente para pôr no fio dasua filha. Parti o chouriço a meio, cortei-o em rodelas e metade dei aos pobres e a outra metade reparti com a família"
- "Muito bem! E que fizeste com a pele?"
- "Com a pele fiz um preservativo, mandei umaqueca na sua filha e trago-lhe aqui o leite para fazer um galão!"

Wednesday, August 02, 2006

Cinco Frases para Reflectir



1. De punhos cerrados, não se pode apertar a mão a ninguém. (Indira Ghandi)
2. Sê como a árvore do sândalo, que perfuma até o machado que a corta. (Tagore)

3. O desespero consiste em imaginar que a vida não tem sentido. (Chesterton)

4. Uma das primeiras virtudes sociais é tolerar aos outros aquilo que devemos proibir a nós mesmos. (Charles Duclos)

5. Há quem gaste a vida toda a organizar a vida. (Séneca)

Tuesday, July 25, 2006

Sabia que?.......



Hoje recebi um inquérito cujas perguntas se cingiam ao "Sabia que?...". Resposta invariável: Sim ou Não.

A resposta sim seria um reforço ao já conhecido. O não uma clara demonstração de que se desconhecia a existência de algo a passei a conhecer dada a formulação da questão.

Agora é a minha vez:

Sabia que se os chineses se juntassem e batessem os pés ao mesmo tempo a terra tremeria?

Pense...são tantos :)

Monday, July 10, 2006

As palavras que te envio são interditas


As palavras que te envio são interditas
até, meu amor, pelo halo das searas;
se alguma regressasse, nem já reconheci
ao teu nome nas suas curvas claras.

Dói-me esta água, este ar que se respira,
dói-me esta solidão de pedra escura,
estas mãos nocturnas onde aperto
os meus dias quebrados na cintura.

E a noite cresce apaixonadamente.
Nas suas margens nuas, desoladas,
cada homem tem apenas para darum horizonte de cidades bombardeadas.

Eugénio de Andrade

Monday, July 03, 2006

21 anos e...



Perdoem-me os leitores mais assiduos deste sítio, mas hoje impele-me o coração constrangido, que fale. Deponho a máscara da lucidez efémera e dou asas ao que me corrói a alma e dilacera o coração.

Sou professora, uma das muitas obrigadas a andar com a casa às costas Portugal fora. Estou a leccionar na Beira Baixa e dou aulas a uma turma muito especial: ensino recorrente. Os alunos são todos eles maravilhosos a título pessoal e com sede de conseguirem terminar o ensino secundário. Segunda-feira da semana passada o telefone tocou, do outro lado da linha uma voz sumida dizia: "Professora estou a morrer!" Não podia crer, era a voz do Rafael... Sentei-me na escadaria da escola e escutei-o: "Professora tenho um cancro!" O Rafael tem 21 anos e está a morrer.... Hoje fui visitá-lo e parte de mim ficou ali para sempre...

Rafael não esqueças que chorar é próprio dos espíritos fortes. Os fracos, esses, escondem-se no riso!

Monday, June 19, 2006

O primeiro sapato: a ideia que os culpados são sempre os outros e nós somos sempre vítimas


Nós já conhecemos este discurso. A culpa já foi da guerra, do colonialismo, do imperialismo, do apartheid, enfim, de tudo e de todos. Menos nossa. É verdade que os outros tiveram a sua dose de culpa no nosso sofrimento. Mas parte da responsabilidade sempre morou dentro de casa.

Estamos sendo vítimas de um longo processo de desresponsabilização. Esta lavagem de mãos tem sido estimulada por algumas elites africanas que querem permanecer na impunidade. Os culpados estão à partida encontrados: são os outros, os da outra etnia, os da outra raça, os da outra geografia.

Há um tempo atrás fui sacudido por um livro intitulado Capitalist Nigger: The Road to Success de um nigeriano chamado Chika A. Onyeani. Reproduzi num jornal nosso um texto desse economista que é um apelo veemente para que os africanos renovem o olhar que mantém sobre si mesmos. Permitam-me que leia aqui um excerto dessa carta.
Caros irmãos: Estou completamente cansado de pessoas que só pensam numa coisa: queixar-se e lamentar-se num ritual em que nos fabricamos mentalmente como vítimas. Choramos e lamentamos, lamentamos e choramos. Queixamo-nos até à náusea sobre o que os outros nos fizeram e continuam a fazer. E pensamos que o mundo nos deve qualquer coisa. Lamento dizer-vos que isto não passa de uma ilusão. Ninguém nos deve nada. Ninguém está disposto a abdicar daquilo que tem, com a justificação que nós também queremos o mesmo. Se quisermos algo temos que o saber conquistar. Não podemos continuar a mendigar, meus irmãos e minhas irmãs.
40 anos depois da Independência continuamos a culpar os patrões coloniais por tudo o que acontece na África dos nossos dias. Os nossos dirigentes nem sempre são suficientemente honestos para aceitar a sua responsabilidade na pobreza dos nossos povos. Acusamos os europeus de roubar e pilhar os recursos naturais de África. Mas eu pergunto-vos: digam-me, quem está a convidar os europeus para assim procederem, não somos nós? (fim da citação)

Queremos que outros nos olhem com dignidade e sem paternalismo. Mas ao mesmo tempo continuamos olhando para nós mesmos com benevolência complacente: Somos peritos na criação do discurso desculpabilizante. E dizemos:
· Que alguém rouba porque, coitado, é pobre (esquecendo que há milhares de outros pobres que não roubam)
· Que o funcionário ou o polícia são corruptos porque, coitados, tem um salário insuficiente (esquecendo que ninguém, neste mundo, tem salário suficiente)
· Que o político abusou do poder porque, coitado, na tal África profunda, essas praticas são antropologicamente legitimas

A desresponsabilização é um dos estigmas mais graves que pesa sobre nós, africanos de Norte a Sul. Há os que dizem que se trata de uma herança da escravatura, desse tempo em que não se era dono de si mesmo. O patrão, muitas vezes longínquo e invisível, era responsável pelo nosso destino. Ou pela ausência de destino.

Hoje, nem sequer simbolicamente, matamos o antigo patrão. Uma das formas de tratamento que mais rapidamente emergiu de há uns dez anos para cá foi a palavra “patrão”. Foi como se nunca tivesse realmente morrido, como se espreitasse uma oportunidade histórica para se relançar no nosso quotidiano. Pode-se culpar alguém desse ressurgimento? Não. Mas nós estamos criando uma sociedade que produz desigualdades e que reproduz relações de poder que acreditávamos estarem já enterradas.


Autor: Mia Couto

Wednesday, June 14, 2006

Dá que pensar I


1. Bebo porque sou egocêntrico. Gosto do mundo a andar à roda.

2. Mulher feia é como um muro alto: primeiro dá medo, depois acabamos por trepar.

3. Sabes o que é a meia-idade? É a altura da vida da vida em que o trabalho já não dá prazer e o prazer começa a dar trabalho.